| 07/09/2009 - Dicas para um artista aspirante | Dear Aspiring Artist: Here is my advice. Think of it as a five-year plan: Take whatever courses you find the most interesting. Study closely the work of the Old Masters. Stop making art that originates only from your own imagination. Stay with one technique until you perfect it. On any given day, always be in the middle of reading a book. When you finish one, start the next. Fiction, nonfiction, biographies, autobiographies, history, science, psychology, or how to build a kite. Anything but go easy on the comic books. Buy and read the first 6 pages of newspaper every day and also the editorial commentaries. Skip the entertainment section. Su Doku is fine. Do the crossword puzzle. Fill up a sketchbook every month with pen or pencil drawings of the world around you, not from your imagination. Buy a book on figure drawing. It's the only art book you will ever need. Until you can draw an accurate portrait of someone, you don’t know how to draw. Stay away from the airbrush. You'll never master it, hardly anyone ever has. Visit every museum in your city. Often, until you have seen everything in it. Every kind of museum. Not only the art museums but, of course, those as well. Forget about contemporary art by living artists, at least for the next few years. Stay away from most art galleries. Go to art auctions. That's where the real action is. Learn to play chess. Take a business course. Talk to you mother or father at least once a week. Stop going to the movies until you have rented and seen every film on this list. http://www.time.com/time/2005/100movies/the_complete_list.html Do not watch television unless it’s the news or documentaries. Do not use an Ipod. No video games, either. Learn a foreign language. Learn to cook. Spend 8 hours in a hospital emergency room. Save up money so you can travel to a foreign country within the next five years. Do not litter. Avoid politically correct people. Vote in every election or never dare to utter a political opinion. You are not entitled to one. Buy a digital camera and take photos every day. If you see nothing interesting to photograph, you will never be a good artist. Keep only one photo of every ten you take. Delete the rest. It will force you to learn how to edit the garbage from your life, to make choices, to recognize what has real value and what is superficial. Visit an old age home. Listen to classical music and jazz. If you are unable to appreciate it at least as much as contemporary music, you lack the sensitivity to develop into an artist of any real depth. Go to the ballet. Classical or Modern, it doesn't matter. It will teach you to appreciate physical grace and the relationship between sound and movement. Wake up every morning no later than 8 AM, regardless of what time you went to sleep. Learn to play a musical instrument. Learn to swim. Keep your word. Never explain your art. People who ask you to do so are idiots. Never explain yourself. Better yet, never do anything that will, later, require you to explain yourself or to say you're sorry. Always use spell check. Stop aspiring and start doing. This will keep you very busy but it can't be helped. In my opinion, this is how you might, possibly, have a shot at becoming a good artist. Hope this helps, Les Barany |
| 07/09/2009 - Independência ou Morte | Inicia-se o segundo ciclo OOO. Continuaremos nossa guerrilha pela produção artística-cultural de caráter. Pela criação verdadeira, motivada pelo espírito, pela busca pessoal de cada pessoa-artista, pela diversidade estilística, pela liberdade de expressão, pela liberdade em si. Contra a massificação de um gosto imposto pelas grandes empresas, contra a idiotificação cultural tanto almejada pela televisão, contra o capitalismo cultural (e geral) que transforma a arte em produto, ignorando e suprimindo a singularidade única de cada obra, cada artista. Valorizando a experiência de um com o outro. A comunhão entre as pessoas através da arte. A alegria e todos os outros sentimentos que venhamos a sentir pelas obras. A inovação não como um processo evolutivo, mas como o rompimento do invólucro, um buraco no espaço, como a cada instante a vida nos faz. Agradecemos todos os artistas que nos fizeram confiança até hoje, e todos os visitantes que nos habitam justificando nossa existência. Graças a vocês, nós continuaremos. OOO |
| 10/03/2009 - Choque de Ordem | Saiba um pouco mais sobre a nova política carioca.
Em poucos meses de mandato o novo prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes, do partido ... (de qual partido ele é mesmo?) criou e implantou o incrível sistema de repressão já tão conhecido na boca do povo: o choque de ordem é um programa de medidas extremas para a regulamentação do espaço público. Começaram tirando vendedores ambulantes das ruas do centro. Como? Jogando suas mercadorias pelo chão e tratando-os como fora-da-lei. Os vendedores de praia também tiveram suas kombis (usadas para armazenar mercadoria) multadas e impedidas de estacionar perto do litoral. Sigam as regras.
Mas o choque de ordem é bem maior. No último domingo presenciamos um forte. 8 de março, dia internacional da mulher, duas semanas depois do carnaval, um segmento do grupo Rio Maracatu intitulado Bloco das Mulé, faz sua marcha há oito anos em tal dia, na praia de Ipanema. Em tal domingo a polícia foi ao local impedir a saída dos músicos e dançarinos em nome do Choque. A justificativa é que os blocos devem sair apenas durante o carnaval e que os tambores e instrumentos percussivos são prejudiciais à ordem pública. O bloco saiu sem a bateria, cantando, batendo palmas, assobiando e vaiando os agentes do governo, acompanhado pelo povo, incluindo diversas mulheres que comemoravam seu dia. Comemorem, quietas.
O povo então não pode vender bala e não pode tocar tambor. Agora a pior: É proibido dormir na rua! (Genial! Quanta sagacidade pra um só governo!) As forças de ordem estão agora retirando os moradores de rua de seus “leitos”, pois “dormir na rua afasta a pessoa de uma vida social” (!!!) justifica o secretário da ordem pública. Eu fiquei estupefado. As questões eram tantas mas o telejornal que me falava não as tocava. Toquemos então. A que não quer calar: para ONDE foram levados tais dorminhocos? Quem tem casa também tá proibido ou só quem não tem onde morar? E quem gosta pode? Será que é proibido apenas dormir, ou ficar acordado vale? De dia ou de noite? Durmam fora daqui.
Parafraseando um amigo, “Paes é Guerra”. Mata-se as moscas, mas não limpa-se a merda.
Pedro Salim |
| 03/02/2009 - Distinto Coletivo | É criado o Distinto Coletivo.
O grupo pretende criar uma rádio, realizar diversas ações: urbanas, virtuais, falsas, chocantes, tudo envolvendo música, cinema, e muita reclamação, ao som de trovoadas e eletrocutando os que se arriscarem...
Prometem um lançamento oficial com um show em uma combi num futuro bem próximo...
enquanto aguardam, deliciem-se: distintocoletivo.blogspot.com |
| 10/04/2008 - Paris x Beijing | Desde que a repressão chinesa sobre o Tibet “começou” ha pouco mais de um mês, as autoridades tibetanas contam mais de 140 mortos. As chinesas contam alguns 20.Enquanto isso, a tocha olímpica roda o mundo, alguns meses antes do evento que consagraria o surgimento do mais novo império econômico mundial.7 de Abril, a tocha passou por Paris.Porém, ela foi apagada.Os governantes chineses se mostraram absolutamente indignados perante o movimento Pro-Tibet demonstrado na capital francesa na última segunda feira. A honra da chama foi trocada pelo sentimento de vergonha pelo desrespeito total aos direitos humanos no país que receberá os próximos jogos olímpicos, em agosto. Como comemorar um evento que deveria simbolizar a união de todos os povos do mundo, com igualdade e liberdade (e fraternidade), enquanto um genocídio étnico ESTÁ sendo cometido pelos próprios anfitriões?Esta era a questão principal da manifestação que tomou conta das ruas parisienses esta semana. “Bem vindo a Beijing 2008, por um mundo sangrento”. Discursos sobre as ações autoritárias e desumanas do governo comunista chinês, fotos de cadáveres e prisioneiros de opinião, os argumentos são inúmeros. Repórteres sem fronteiras, Anistia Internacional, Tibetanos, Franceses, Políticos, Cidadãos, Turistas. E alguns chineses, é claro, lutando pelo direito aos jogos.Na China, a imprensa foi obviamente censurada, e apenas alguns minúsculos comentários foram feitos sobre uma tal insatisfação parisiense perante as olimpíadas em Pekim. Em uma declaração feita por um responsável do governo comunista, diziam estar protegendo o povo de uma revolta contra uma parcela insignificante da população francesa, e que tal desconforto desnecessário deve ser evitado. Os chineses “normais”, que já não acreditam em 100% das informações dadas pelo governo, desconfiando ao mesmo tempo da imparcialidade das mídias ocidentais, não sabem no que acreditar. Contando que nenhum jornalista estrangeiro é autorizado a entrar em território tibetano.Finalmente, Nicolas Sarkozy declarou que a condição para sua participação à cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos 2008, é que o governo chinês abra o diálogo com o líder espiritual tibetano, sua Santidade, o Dalai Lama.
Pedro Salim
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| 06/10/2007 - Mitologias, de Roland Barthes | ((O bife com batas fritas))
O bife participa da mesma mitologia sanguínea do vinho. É o coração da carne, é a carne no seu estado puro, e qualquer um que a consuma, assimila a força do touro. Obviamente, o prestígio do bife é função do seu estado de semicrueza: nele o sangue é simultaneamente visível, denso, compacto e suscetível de ser cortado: imagina-se facilmente a ambrosia antiga sob a forma de uma matéria pesada que diminui entre os dentes, de modo a fazer com que se sinta ao mesmo tempo a sua força de origem e a sua plasticidade expandirem-se no próprio sangue do homem. O estado sanguíneo é a razão de ser do bife: os graus da sua cozedura são expressos não em calorias, mas em imagens de sangue. O bife é servido “sangrando” (lembrando então o fluxo arterial do animal degolado), ou “azul” (e é então o sangue pesado, o sangue pletórico das veias que é sugerido aqui pelo violeta-púrpura, estado superlativo do vermelho). A cozedura, mesmo moderada, não pode exprimir-se francamente; para este estado contrário à natureza, é necessário um eufemismo: diz-se que o bife está “no ponto”, o que, na verdade, é apresentado mais como um limite do que como uma perfeição.
Comer um bife “sangrando” representa assim, ao mesmo tempo, uma natureza e uma moral. Com ele todos os temperamentos podem satisfazer-se: os sanguíneos por identidade, os nervosos e os linfáticos por complementariedade. E assim como o vinho se transforma, para um bom número de intelectuais, em substância mediúnica que os conduz à força original da natureza, do mesmo modo o bife é para eles um alimento de redenção, graças ao qual tomam a sua cerebralidade mais prosaica, e conjuram, pelo sangue e a polpa mole, a secura estéril de que são acusados. A moda do bife tártaro, por exemplo, constitui uma operação de exorcismo contra a associação romântica da sensibilidade e do aspecto doentio: na preparação do bife tártaro estão presentes todos os estados germinantes da matéria: o purê sanguíneo e clara viscosa do ovo, um concerto de substâncias moles e vivas, uma espécie de compêndio significativo das imagens dos prelúdios do parto.
Tal como o vinho, o bife é, na França, um elemento de base, mais nacionalizado do que socializado, está presente em todos os cenários da vida alimentar: chato, debruado de gordura e em forma de sola de sapato nos restaurantes baratos; espesso e suculento nos restaurantes especializados; cúbico, o coração úmido, sob um afina crosta carbonizada, na cozinha de primeira; participa de todos os ritmos, desde a confortável refeição burguesa ao lanche boêmio celibatário; é uma alimentação simultaneamente rápida e densa, que realiza a mais perfeita união entre economia e a eficacidade, a mitologia e a plasticidade do seu consumo.
Além de tudo isso, é um produto bem exclusivamente francês (circunscrito, é certo, hoje em dia, pela invasão dos steaks americanos). Como se passa com o vinho, qualquer dificuldade alimentar faz com que o francês sonhe com o bife. No estrangeiro, a nostalgia é imediata; o bife é aqui provido de uma virtude suplementar de elegância, pois na complicação aparente das cozinhas exóticas, é um alimento que, como se vê, junta suculência a simplicidade. Nacional, depende da cotação dos valores patrióticos: revigora-os em tempo de guerra, e é a própria carne do combatente francês, o bem inalienável que só pode passar-se para o inimigo, à traição. Num filme antigo (Deuxieme Bureau contre Kommandatur), a empregada do cura patriota oferece comida ao espião alemão disfarçado em clandestino francês: “Ah! É você, larent! Vou dar-lhe o meu bife!”. E em seguida, quando o espião é desmascarado: “E eu que lhe dei o meu bife!”. Supremo abuso de confiança.
Associado geralmente às batatas fritas, o bife transmite-lhes o seu renome: a batata frita é nostálgica e patriótica como o bife. O Match informa-nos que depois do armistício indochinês “o general de Castries pediu batatas fritas para a sua primeira refeição”. E o presidente dos Antigos Combatentes da Indochina, comentando mais tarde esta informação, acrescentou: “nem sempre o gesto do general, pedindo batas fritas par a sua primeira refeição, foi bem compreendido”. Aquilo que queriam que compreendêssemos era que o pedido do general não significava evidentemente um vulgar reflexo materialista, mas sim um episódio ritual de aprovação da raça francesa reencontrada. O general conhecia bem a nossa simbólica nacional, e sabia que a batata frita é o sinal alimentar da “francidade”.
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| 23/04/2007 - Morre Erickson Luna |
Choveu e há lama em Santo Amaro nas ruas nas casas vós contornais eu não a mim a lama não suja em mim há lama não suja eu sou a lama das chuvas que caem em Santo Amaro
Vosso scoth pode me sujar por dentro cachaça não vosso perfume pode me sujar por fora suor nunca porque sou suor a cachaça e a lama das chuvas caem em Santo Amaro da Salinas |
| 21/01/2007 - Dano 163 - Graffiti / Pichação | Vídeo Documentário Porto Alegre 2005 Graffiti Pichação
Dano 163 part 1/2 http://www.youtube.com/watch?v=gmeUDjDWANA
Dano 163 part 2/2 http://www.youtube.com/watch?v=Mj_SJmCmkjM
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| 26/05/2006 - Mutantes (II) | | Era impossível de acreditar que ainda não havia começado...
Ja havia perdido minhas meias com uma lata de Stella Artois tombada ao chão durante o primeiro tempo. Meu vizinho, já de cabelos soltos, incrivelmente vermelho e suado, trazia para seu amigo pints de imported brazilian beer, para continuar a festa.
Sentados em nossos lugares (isso realmente era importante) esperávamos a anunciação do milagre. Porém, alguma coisa saira do lugar, "there is a problem with that guitar, and this mister wants to handle it". A Don Quixote, entra Sérgio Dias para interferir em seu jogo de som. Delírio! Por 10 minutos ele mudou os cabos de lugar insistentemente, assistenciado por vários ingleses desesperados, até sair novamente ovacionado.
Tudo estava pronto, with our pleasure, we’d like to introduce, Mutantes! A partir daí (tudo seria um sonho) as coisas não seriam mais as mesmas.
O soar das cornetas anunciavam a grandeza do espetáculo que se iniciara. A primeira vinheta do segundo álbum, profetisa de tantas aventuras sônicas. O passado inglês era clamado através da profunda melodia medieval.
Pelos campos de Granchester, nada poderia cessar aquelas vozes (of those who stand long…). Vozes que portavam as mais belas das melodias, as mais longas viagens, uma psicodelia alucinante, e uma acidez corrosiva que penetraria na pele de todos naquele teatro.
Afinal, não seria um teatro que iria se colocar à frente. Acostumados há longos passados anos a salões “dominados” por coronéis, subverter tal situação seria a mais deliciosa tarefa.
Quando pensava sobre Zélia Duncan nos vocais, mesmo sem conhecer seu trabalho, não tinha dúvida. Confiando nas palavras de Sérgio pude ter certeza, todos no palco estavam em uma intensa e mágica sintonia mutante.
E cada música era um universo. O som preenchia todos os poros do meu corpo e de todo aquele espaço em comum.
Foi quando meu vizinho, the english mister, me disse sobre como estranhara o Barbican quando chegara. Em sua juventude havia se aventurado em inúmeras apresentações incendiárias naquele local, não ouso tentar adivinhar quais. “Now, this is the Barbican that I know! And we’re here! We’re here now! That’s incredible!”
Sim, era incrível. Naquele momento nossas nacionalidades escorreram para algum lugar que não mais nos importava. That was incredible.
E cada música era uma eternidade. Porém, uma durou mais do que qualquer outra. Mais que qualquer parâmetro de tempo. Sentado no chão, munido de um arco, Vitor Alexandre tocava o baixo. Cada vez mais lentamente… A voz de Arnaldo ressoava com uma emoção indescrítivel…
Esquece… Não pensa mais...
Os olhos encantados de Duncan diziam Baby, baby… It’s been a long time…
E por um longo momento, todos nós, naquela enorme sala, esquecemos, de alguma misteriosa forma, de nascer e morrer.
Absorto em idéias inatingíveis, sentado em frente ao meu black tea, em um pequeno vilarejo próximo à região onde se encontra até hoje, enevoado, the Piper, pensava sobre as palavras de um Escocês que havíamos conhecido durante a travessia de barca pelo canal de Mancha. Ele falava sobre sua vida como músico e sobre seus infinitos caminhos pela Europa.
“I don’t know, it’s like, it’s more free you know, it’s more free…
You know what I mean?” |
| 23/05/2006 - Mutantes | Londres - 22 Maio - Barbican House
Acabo de voltar (involuntariamente) para meu lugar da plateia. F18.
They've got an inntteresssting accent.. .
You know what I mean?
Quando as coisas passam do limite e' dificil falar sobre elas. Mas no final, com todos em pe'.
You know what I mean?
Meu vizinho ja soltara os cabelos e se encantara. Falava para ele diversos sobre o espetaculo e ele adentrava cada vez mais. Junto comigo e com todos.
You know what I mean?
Nao seria possivel no Barbican do comeco, mas foi ate o final e do jeito que foi. Um teatro. Como?
Nacao Zumbi fez o melhor show possivel para a abertura do evento: "Is this a rock concert? That's the problem with fucking theatres! You know that I mean?"
Mas nao haveria amarras que controlassem o que estava por vir. Desde que voce so' dancasse em frente ao seu assento.
Quando o peso da nacao estava atingindo seu apice, contei para meu vizinho: "Do you know that old guy with the percussions? He can talk with the spirits. And his doing it right now..."
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| 16/04/2006 - On the beat | Recomendamos a leitura da coluna Chiscória, escrita por Francisco Franco, membro idelaizador do Inhamis. Una história intitulada Catarina chama a atenção: romance e aventura com roquenroleros e "ruas baratentas"!
"Vamos lá, cara, minha garota não pode esperar mais . O fato de estar na garupa da motocicleta, de capacete, me empolgava um pouco. Ousei, de lábios semi-colados, um esboço de Rock n´ Roll Colegial, do Carbona. Àquela altura, apenas sentia o vento frio no pescoço, o formigamento nas mãos, e a sensação que meu dinheiro estar fugindo de minhas meias. Não reparei muito no percurso. Preferi fechar os olhos e responder com educação às perguntas de meu novo parceiro de viagem. Alguns minutos depois, chegaria em Tiradentes" (fim do capítulo dois, o último capítulo até agora).
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| 13/04/2006 - Inaugurando o lugar |
Presente do Capilé para o Espaço OOO e suas salas virtuais.
"Sala é onde tudo começa. É um lugar de tudo. É um lugar de todos. Sala não é passagem. É um estar permanente. É um ficar simples naturalismo confortável. Sala combina com tudo. Com chá. Com chave. Conchavo. Conchego. Sala combina com alas. É porta de tanto. É porta de quanto. É o encanto do enquanto. Sala comporta. Sala às vezes descomporta. Mas sala sempre conforta. Sala combina com combinados, concubinos e amantes. Enquanto na cozinha lavam a roupa suja, é na sala que se despem; porque a sala é o lugar do antes. Sala é lugar de vivo. Lugar de viva. A vida do lugar. Sala é lugar de preguiça, de pé na pantufa, de esparramo no chão. Sala é lugar de nós."
Bem vindos! |
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