(( Ao longo das linhas de força ))
Sobre a artista,
Naquela época eu não andava mais, com medo de matar os pequenos animais e as plantas
Desenhando intuições de arquitetura para abrigar o ser desconhecido, Eu dei lugar à Desenvoltura, exigente e terrível.
Sob o exíguo, ela mostrava caretas, fantasiosas, oculares ; Eu me inclinava a isso.
Ao longo das linhas de força
A respiração de seu ventre exibida em pleno rosto, O sexo vermelho colado sobre a boca, Ela acaricia os olhos de suas unhas especializadas.
Como medir a liberdade que provoca a repugnância?
Para cima, para cima, segundo as leis naturais que prendem os edifícios ao chão.
Os pássaros são cachorros, os cachorros são homens, e eles roubam. Nós podemos ser felizes.
Sobre o cinema,
Que morram os mortos e que vivam aqueles que existem ! O luto se veste de luz.
A musa acoplada ao mundo dá à luz a repetição de uma realidade aprofundada Em cada dimensão e matéria Grita o orgasmo doloroso do vivente, Proclama a tumultuosa mistura, Todo o grande jogo.
Que vagueiem os mortos ! Que eles procurem nas abordagens da escuridão, pequenos cachorros a castrar. As esteiras continuarão vazias, As pirâmidas desmoronarão.
Ao céu violento se impõe, A larga chaminé de uma central nuclear. As gruas sonolentas sobre as colinas de containers ; O vento acaricia seus quatro fios equilibrados.
Nós sabemos ler no ventre aberto dos cargueiros Que eles morram ! Nossa antiguidade será colossal, e nós filmaremos.
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Sur l'artiste
A cette époque je ne marchais plus, De peur de tuer les petits animaux et plantes Dessinant des intuitions d’architecture pour qu’habite l’être inconnu, Je fis place à la Désinvolture, exigente et terrible. De sous l’exigu, elle montrait grimaces, fantasques, œilletons ; Je m’y penchais. Le long des lignes de force L’haleine de son ventre exhibée en plein visage, Le sexe rouge collé sur la bouche, Elle caresse les yeux de ses ongles experts. Comment mesurer la liberté que fait naître sa répugnance ? Ca monte, ça monte, Selon les lois naturelles qui prennent les immeubles en terre. Les oiseaux sont des chiens, les chiens sont des hommes et ils volent. Nous pouvons être heureux.
Sur le cinéma,
Que meurent les morts et que ceux qui existent vivent ! Le deuil se porte en lumière. La muse accouplée au monde accouche à répétition d’une réalité approfondie Dans chaque dimension et matière Cela crie l’orgasme douloureux du vivant, Cela proclame le tumultueux mélange, Tout le grand jeu. Qu’ils errent les morts ! Qu’ils cherchent aux abords des obscurités des petits chiens à castrer. Les paillassons resteront vides, Les pyramides s’effondreront. Au ciel violent s’impose La large cheminée d’une centrale nucléaire. Les grues somnolent au dessus des collines de containers ; Le vent caresse leurs quatre cheveux balancés. Nous savons lire dans le ventre ouvert des cargos Qu’ils meurent ! Notre antiquité sera colossale, et nous filmerons.
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