Um sonho quase real
por Havena Menezes
Num domingo à noite, estávamos eu e o meu amigo Felipe, olhando a lua voltada para nós.
Eu estava com muito sono e já passavam das 11:00 h, quando, sem querer, fechei os olhos. Ao abri-los, encontrei-me em um lugar totalmente diferente. Eu não enxergava muito bem, a escuridão atrapalhava. Não conseguia ver a lua, tateava, mas não encontrava nada.
Estava tudo muito clama e sereno, quando de repente, ouvi alguns ruídos, comos e alguém quisese abrir a porta com uma grande chave.
Isso me assustava muito. Comecei a suar frio, minhas mãos tremiam, meu coração batia cada vez mais forte. Estava a ponto de desmaiar, não conseguia correr, minhas pernas não saíam do lugar, não conseguia abrir a boca.
Ao tentar virar-me para correr em direção ao sentido oposto dos ruídos, a porta se abriu, em minha direção vinha uma luz intensa, e eu não conseguia ver novamente. Veio vindo um vulto em minha direção, com passos lentos comos e não tivesse acontecido nada.
Fiquei mais assustada, comecei a gritar e a pedir socorro. Não sabia o que fazer, entrei em pânico, comecei a gritar mais forte e a chorar. E cada vez que eu chorava, mais os passos do vulto alimentavam, até que o vulto começou a correr em minha direção.
Comecei a perguntar-me por que estava ali.
O vulto parou, olhou-me e disse com a voz calma:
- Havena, por que choras?
- Quem é você, o que quer? Perguntei-lhe com voz firma.
- Não me conhece? Indagou ele.
- Não consigo enxergar.
- Não reconhece a minha voz? Perguntou ele calmamente.
Não, está muito serena.
- Sou eu, Felipe.
- Por que não me disse? Redargui, com uma voz mais calma e tranqüila.
- pensei que fosse reconhecer-me - disse ele.
- Ajude-me a levantar Felipe.
Ao levantar e olhar no seus olhos, reparei que a luz da lua batia em seu rosto, que parecia sorrir. Ele chegou sua face mais perto da minha e seu corpo mais perto do meu. Ele colocou uma das suas mãos em minha cintura e a outra em meus cabelos, e começou a sorrir e me olhar fixamente.
Então começou a chegar o seu rosto mais perto, cada vez mais perto, até que...
Eu acordei com ele me chamando.
E vi que fora somente, apenas um sonho.
(( O primeiro lugar é da Veninha ou ainda, da Tia Turbina ))
Nas horas vagas, Havena gosta de assistir filmes, passear e ler. Seu livro favorito é o Conde monte Cristo, de Alexandre Dumas. Havena tem 14 anos, escuta Pedro e Tiago, Armandinho e músicas internacionais e pensa em fazer Letras. Talvez um dia morar na Austrália. Uma idéia para melhorar o mundo: "Como eu tenho medo de altura, eu pularia de uma ponte com um cartaz pedindo paz para o oriente".
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