(( fórmicas condensadas ))
http://www.youtube.com/watch?v=hQQnfaQIa9w
Não sabia por onde começar. A semelhança já não mais fundia suas cabeças. Acostumado com o maior porém, não poderia se resignar com tal mesmitude indigesta. Não dava conta de falsos cognatos que iludiam grande parcela de leitores de crônicas casuais, temperadas de um lado ou de outro, com algum acento regional.
Dividia sua casa com cantos de outrora, que não podiam mais enxergar as potencialidades em descobertas as quais mesmo, identificar, já seria um desafio. Assentados em uma comodidade asfixiante, poderiam perder-se em casos e casas, ao longo da noite, sem alterar sequer o brilho de um fio.
A paciência já não lhe cabia, por mais que virasse de cima para baixo, encontrava-os sempre da mesma maneira, ao longo do tempo. E quando os olhava fundo nos olhos, pescava com força uma gota de cada, insistindo por vez em suas amadas e bem cimentadas preferências. “Junte-se e vire-os por dentro”. Talvez assim encaixaria um novo caminho, mas necessitaria de uma boa vontade para com os quais não perderia mais que alguns instantes e trocas (in) dispensáveis.
Acabaria aparentemente por deixá-los como quando chegara, sem rastros visíveis, com marcas ocultas. Atingira na alma e ficara por lá, dor de contato para quem tem medo de choque. Até que se espalhe e contamine diversos estados, quando absolutos caírem de costas, plantados em ilhotas que escorrerão rumo a quedas cada vez maiores...
Dessa vez podemos guardar nossos canos, parece que estamos melhor a girar.
Pedro Salim
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