(( sobre o dr. sblowmsky ))
Abraham Güthergein Sblowmsky nasceu na Ucrânia, no pequeno vilarejo de Vlatzvódia (arredores de Uzgorod), no ano de 1946, filho de Edwald Sblowmsky e Gina Güthergein Sblowmsky, ambos de ascendência judia. Gina acabara de engravidar quando Edwald, famoso revolucionário capitalista russo, acusado de ser espião nazista e traidor da pátria, foi vítima do capítulo sinistro das grandes purgas do governo stalinista, em que os melhores cérebros e idealistas desapareceram com a justiça célebre do fiscal Vichinsky. Em homenagem ao grande estadista americano, a criança é batizada Abraham.
Criado pela mãe, judia, o menino conhece desde cedo as agruras de seu primeiro amor, o edipiano. Em 1963 matricula-se como seminarista na Faculdade Teológica de Tiflis. No ano seguinte desiste do seminário e vai cursar medicina na Universidade de Moscovo. Especializa-se em psiquiatria e mais tarde conquista também o diploma de direito. Em pouco tempo estende seus títulos acadêmicos a oito pós-doutorados e um curso de odontologia por correspondência.
Em 1967, falece sua mãe. Sblowmsky não permite a fuga de nem uma só lágrima, mas manda gravar em seu epitáfio: “Agora sim eu posso dizer que a amo. Agora eu vejo”. Ocupa, entre os anos de 1968 e 1973 a cadeira de Psiquiatria forense na Universidade de Hansgork, e publica diversos livros técnicos sobre direito e medicina legal.
Durante esse período conhece Emilie Skova, bailarina polonesa, com quem se casa e tem quatro filhos. Surge o seu interesse por crimes passionais e dá início a uma vasta pesquisa sobre o assunto, lançando, em 1972 o célebre livro “Iago, o cupido incompreendido”. É importante ressaltar que Sblowmsky nunca admitiu amor por Emilie. Afirma nunca ter trocado com ela as tais três palavras. Disse ele durante um seminário em Amsterdã: “Nunca!Temos a caixa em casa, mas não posso abrí-la, Pandora!Mantenho-me longe do meu objeto de estudo. É base ao meu empirismo. Somos irmãos. Somos felizes, embora não completamente. Nunca sofri por Emilie, portanto nunca a amei. Talvez um dia lhe pronuncie tal cântico de maldição, por ocasião de eutanásia”.
Cansado da frieza do povo europeu, se muda com a família para o Brasil, em 1974. Fixa residência em Santa Catarina e administra aulas de psiquiatria na Universidade de Chapecó.
Em 1976 publica o romance “Remédio pra dor de amor é faca amolada”, sucesso entre a crítica, mas um fracasso de vendas.
Decepcionado com o povo sulista, o qual julga “o Brasil branco róseo que resfria seu sangue latino com compressas de um passado ariano q não lhes pertence”, muda-se para São Paulo, onde reside até os dias de hoje.
Em 2004 lançou o “Causologia hipotética de medicina legal”, adotado como livro-guia do assunto em milhares de faculdades particulares de direito do país. Através do orkut, Sblowmsky encontrou Pedrin da Babilônia, que passou a ilustrar as páginas do livro-guia.
Atualmente trabalha em sua tese sobre a descriminalização de crimes passionais, que já considera sua obra prima, sua grande contribuição para o mundo de hoje. Em suas palavras: “ Minha árvore a ser plantada, a égide que fará sombra ao ser humano sensível q tem coragem de viver o amor até as suas últimas e inexoráveis consequências”.
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