(( Vivo muito vivo ))
menina morena do mato italomorena de sangue mulato contato com a matéria densa pensamento rápido
entre pastos verdes & prédios acinzentados explosões de sentimentos rasgos, ritos & corações dilacerados:
das pequenas mulheres pretas aos grandes úteros arcoírizados:
paradoxo: (como toda alma feminina) do intenso calor tropical onde tudo era mais escuro, onde o preto o branco o cinza — retratos internos — eram cuspidos em grafite-carvão necessária foi a fuga: o frio francês, a distância, a saudade lhe trouxe a si mesmo e consigo (e que melhor companhia?) ela trouxe as cores uma nova reflexão outra percepção, interpretação do novo universo o qual habitava-criava
ser fêmea não era mais um pesar. era uma dádiva, presente divino da Criação
fazer arte não é (apenas) exorcizar anjos, demônios, íncubus & súcubus: fazer arte é dar a luz a flores brilhosas, a leveza da aquarela, das formas sem contorno a lagarta em seu casulo transmutando pele em asa, cinza em cores desmurchando as flores a alegria de (se saber um) ser inacabado livre para optar pelos infinitos caminhos do viver.
(Leonardo Braga)
Formação Acadêmica: Escola Superior de Propaganda e Marqueting (ESPM) São Paulo, Brasil. 2002 - 2005
Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP) Artes Plásticas São Paulo, Brasil. 2003 - 2007
École Nationale Supérieure des Beaux-Arts (ENSBA) Paris, France. 2007 - cursando
Exposições Coletivas: 2008 Bazart de Primavera, IDCH (Instituto do Desenvolvimento Humano). São Paulo, Brasil. 2007 38˚ Anual de Arte da Faap, São Paulo, Brasil.
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